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Comer por ansiedade: como identificar o ciclo e recuperar o controle da alimentação

  • Foto do escritor: nutrileandrocampos
    nutrileandrocampos
  • 17 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Comer por ansiedade não é falta de disciplina. É uma resposta do corpo ao estresse.


Você termina o dia cansado, a cabeça cheia, e de repente a vontade por doce aparece. Não é fome física. Você até comeu há pouco.


Mesmo assim, a mão parece teleguiada e vai “sozinha.”

Se você já pensou  “Por que eu como sem estar com fome?” ou  “Eu sei o que tenho que fazer, mas na hora não consigo”, este artigo é para você.


Sou Leandro Campos, nutricionista em Guarulhos e São Paulo (atendo presencial e online), e quero te explicar, de forma clara e honesta, por que a ansiedade bagunça sua alimentação, e como começar a recuperar o controle sem radicalismo.


O que é comer por ansiedade (a fome emocional)


Comer por ansiedade, também chamado de fome emocional, é quando o impulso por comida surge como resposta a emoções como estresse, tensão, cansaço, frustração ou ansiedade, e não por uma necessidade energética real do corpo.


Do ponto de vista científico, é uma interação entre:


  • sistema nervoso em estado de alerta

  • hormônios do estresse (como o cortisol)

  • sistema de recompensa do cérebro


Ou seja: não é fraqueza, é fisiologia somada à rotina.



Fome física x fome emocional: como diferenciar


Uma forma simples de entender:

Fome física

  • Surge aos poucos

  • Qualquer comida resolve

  • Melhora após comer

  • Está ligada ao tempo sem se alimentar

Fome emocional

  • Surge de repente

  • Tem “alvos específicos” (doce, pão, chocolate)

  • Vem acompanhada de culpa

  • Aparece mesmo após refeições


Se você se identifica mais com o segundo cenário, estamos falando de comer por ansiedade, não de falta de força de vontade.


O ciclo clássico: ansiedade → impulso → comida → culpa


Esse é o padrão mais comum que vejo no consultório:

  1. Ansiedade ou estresse Trabalho, cobranças, excesso de decisões, pouco descanso.

  2. Impulso automático O cérebro busca alívio rápido.

  3. Comida como conforto Principalmente açúcar e carboidratos refinados.

  4. Culpa e frustração Que aumentam o estresse… e alimentam o ciclo novamente.


Esse ciclo não se quebra com proibição ou restrições rígidas, mas com uma combinação entre consciência + estrutura.


Por que o doce vira a primeira escolha?


Aqui entra a neurociência. Alimentos ricos em açúcar estimulam a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer e alívio imediato.

Em momentos de ansiedade, o cérebro entra em modo de sobrevivência e prioriza soluções rápidas.


Além disso:

  • o cortisol elevado aumenta a busca por energia rápida

  • o cansaço mental reduz o autocontrole

  • a fadiga de decisão faz o cérebro escolher o caminho mais fácil


É por isso que, mesmo pessoas inteligentes e informadas, comem mal quando estão exaustas.


Rotina caótica: o combustível da fome emocional


Sono irregular, refeições improvisadas, horários desorganizados e excesso de estímulos aumentam muito os episódios de comer motivado pela ansiedade.


Poucas pessoas percebem, mas:

  • dormir mal desregula hormônios da fome

  • pular refeições aumenta impulsos

  • decidir tudo “na hora” esgota o cérebro


Ou seja, se você parar para pensar, não se trata de comer menos, mas de organizar melhor sua alimentação por meio de um plano feito exatamente para você.


Estratégias práticas para aplicar ainda hoje


Sem teoria demais. Vamos ao que funciona? 

Como começar hoje

  • Não pule refeições principais Regularidade reduz impulsos noturnos.

  • Monte um prato base Proteína + fibra + fonte de energia de qualidade.

  • Antecipe lanches estratégicos Para não decidir tudo quando estiver cansado.

  • Durma um pouco melhor Pequenos ajustes no horário já ajudam.

  • Troque culpa por curiosidade Em vez de “falhei”, pergunte: o que me levou até aqui?


Esses passos simples já podem reduzir episódios de compulsão leve em muitos pacientes.


Quando buscar ajuda profissional


Agora, se você:

  • sente que perde o controle com frequência

  • vive em ciclos de dieta e desistência

  • associa comida a alívio emocional constante

  • tenta “compensar” depois com restrição

Buscar ajuda não é exagero. É estratégia e acima de tudo, uma necessidade.


O papel do nutricionista diante deste contexto


O nutricionista não serve apenas para montar um cardápio. Eu, por exemplo, ao iniciar um

acompanhamento nutricional, posso te ajudar a:

  • identificar gatilhos reais

  • estruturar uma rotina possível

  • ajustar a alimentação sem terrorismo nutricional

  • reduzir sua ansiedade relacionada à comida

  • criar constância, não perfeição


Comer por ansiedade tem solução


Fome emocional é um sinal de que algo na sua rotina precisa de ajuste. Com consciência, estratégia e acompanhamento, é possível recuperar o controle da alimentação, reduzir culpa e construir uma relação mais leve com a comida.


Quer entender seus gatilhos e montar um plano possível para sua rotina?


Na consulta, você recebe uma avaliação completa e um plano personalizado para a sua realidade. Depois, seguimos juntos com ajustes semana a semana.


Leandro de Matos Campos, Nutricionista — CRN 85182/P



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